mardi, janvier 10, 2006

Juri

Chegou na sua casa vitorioso. Seu cliente, um grande figurão da cidade, havia sido absolvido da acusação. Todos davam o caso como perdido, mas o seu talento o fez vencer. Foi muito bem pago pelo serviço, e fez por merecer. Na outra manhã seu nome estaria estampado no jornal. Devia estar feliz. Devia... mas não estava.

Lembrou-se de ter visto as fotos da cena do crime. A vitima, uma mulher, estava morta, no chão, com um tiro na cabeça. Havia também uma criança, com perfuração de bala na têmpora esquerda. Eram a única família do réu.

Lembrou-se de ler no laudo pericial que as digitais de seu cliente estavam na arma.

Lembrou-se de uma audiência anterior, onde uma testemunha chave deu seu depoimento. Mas nada do que ela falara era verdade. Tudo era forjado para obter um álibi, e ele sabia disso.

Lembrou-se de que há poucas horas sustentou no tribunal do juri a versão de seu cliente, sabendo que tudo não passava de uma grande mentira.

Lembrando de tudo isso percebeu o quanto sua consciência pesava. Vendera sua alma naquela tarde. Admirava a rua do alto de seu prédio. Deserta, vazia, como a vida daquele homem naquele instante. Não aguentou e despencou do alto de toda sua arrogância, atingindo o chão como que a uma pedra, abrindo mais um buraco no asfalto. Por certo ganhou a manchete jornalística que lhe fora prometida para a manhã seguinte.

lundi, janvier 09, 2006

Pequenas Coisas

São as pequenas coisas que fazem a vida valer a pena. Isso é fato.

Tantas pessoas acham que vão encontrar a felicidade na fama, no dinheiro, numa declaração de amor feita em um outdoor. Tolos como uma porta, só saberão que a verdadeira alegria não reside aí depois de penarem longos anos para conseguirem estes objetivos.

Não existe nada melhor que assistir um filme com quem nós amamos, ver a um pôr-do-sol acompanhado da pessoa certa ou ouvir um pouco de jazz com alguém especial. São coisas bastante simples e, entretanto, tão valiosas, quando se sabe o verdadeiro valor delas.

Para ser realmente valioso, deve-se ser pequeno. Uma pequena rosa, uma simples canção, um telefonema na hora adequeda, um luar como tantos outros, um beijo. Todas estas pequenas coisas podem valer mais do que milhões de dolares.

Comédias da vida, simples e repleta de pequenas coisas.

vendredi, décembre 30, 2005

Os Céus Alencarinos Perdem Uma Estrela

Aquela tinha tudo para ser uma tarde como muitas outras.

Ela foi ao seu trabalho, como todos os dias. E seu trabalho era voar e salvar as pessoas. E amava seu trabalho.

Era seu ultimo dia como có-piloto. Seria a primeira piloto feminino de helicóptero do Ceará. Seria, se o destino não fosse tão trágico.

Um problema no motor. O que fazer? Desviar do local habitado, para que não morresse nenhum civil. Assim pensou a tripulação naquela tarde de quinta-feira. E assim se foram, até o ultimo momento protegendo os outros, seguindo a jura heróica que um dia fizeram à toda a sociedade, e, desta forma, deixam a vida não como pessoas normais, mas como heróis que são e que sempre foram.

Uma pequena homenagem à Major BM Rosana Busson, nossa colega de Faculdade, que faleceu fazendo aquilo que gostava, voando e salvando vidas.

Comandante, voe direto aos céus, como sempre fez, e, como se acostumou a fazer, olhe por nós e nos proteja.

Sentiremos sua falta.

mardi, décembre 27, 2005

pocotolização da cultura brasileira

Vejam a que ponto chegamos.

O âncora e editor-chefe do maior jornal televisivo do país afirma que seus telespectadores são como Homer Simpson, e chega a cortar reportagens sob a alegação que "essa o Homer não vai entender". O que importa mais não é a noticia em si, mas o fato de uma pesquisa paracer indicar que o espectador médio do jornal não entende notícias muito complexas.

Parar para ler um livro em local público é motivo de vergonha. As pessoas o olham como se fazer isso fosse coisa de louco. O povo condena aqueles que tiram um pouco dos seus dias corridos para ler, e, quem poderia imaginar, sentir prazer com isso. O próprio presidente diz em público que "ler é chato".

Nos dias de hoje ouvir e, Deus nos perdoe, até gostar de MPB é um pecado mortal frente ao brasileiro comum. O que vale mesmo é ouvir forró e funk. Mais vale uma "egüinha pocotó" na cabeça do que dois "Samurais" na rua.

O nosso país vêm passando por um processo de pocotolização de nossa cultura. O que é belo, bem feito, não vale mais. O que vale é aquilo que é sacana. Dessa forma continuamos a passar a imagem de "Zés Cariocas" para o mundo inteiro.

Comédias da vida cada vez mais sem cultura.

lundi, décembre 26, 2005

Momentos...

Quando ri, riram comigo

Quando chorei, me ofereceram o ombro

Quando precisei, me acolheram

Quando estive em dificuldades, me ajudaram

Quando ninguém mais me compreendia, me entenderam

Quando nasci, me ninaram

Quando nasceram, ganhei novas felicidades

Quando estive presente, festejaram

Quando estive ausente, sentiram minha falta

Quando não tinha ninguém, foram irmãos para mim

lundi, décembre 19, 2005

DPS...

Como a vida comum é chata!

Todos os dias acordava cedo, vestia um terno, que havia sido doado a mim por um parente desconhecido, colocava minha credencial e ia à sede do BNB.

Crime Organizado Transnacional era o tema. Todos os dias debatiamos idéias de como melhorar o mundo. Cada delegação, ao modo de seu país, colocava as suas idéias. E assim fomos trabalhando, brigando, fazendo amizades duradouras.

Presentiiii diziam uns, comunistas bradavam outros, intercalados por pedidos da mesa de "decoro, senhores delegados". Dessa forma marcamos uns aos outros com aqueles momentos inesquecíveis de uma semana mágica.

Agora retornamos todos à vida comum, e como ela é chata. O que nos preocupa não é mais o que podemos fazer para tornar o mundinho em que vivemos um lugar melhor, mas preocupações outras, tão individuais e, por vezes, inúteis, que prefiro nem citar aqui. O que nos move não é mais o bem maior de fazer uma resolução que vai tornar o mundo um lugar mais seguro, mas sim a vontade de ter um diploma em nossas paredes, ou outros motivos mundanos quaisquer.

Retomamos o dia a dia, e ele é tão chato. Ah como eu queria não retornar a esta rotina, tão entediante como só ela poderia ser.

Comédias de uma vida cada vez mais comum e mundana.

samedi, décembre 17, 2005

jeudi, décembre 08, 2005

Um Sonho Bom...

Ouviam "When I Fall In Love" na belíssima voz de Frank Sinatra. Era uma linda praia, lotada, embora no momento daquele olhar eles pareciam sós no mundo inteiro.

Ela, loira de cabelos longos e olhos verdes, baixa, bonita, se dirigiu à ele, igualmente de longos cabelos, alto, e, assim como ela, bonito. Eram como que feitos um para o outro.

Ela caminhava, portanto um belo sorriso em sua face estremamente branca. Ia em direção a ele. O olhava como quem sabia que aquele seria o inicio de uma linda história. Ele, deitado, pegando sol em sua pele morena, a admirava. Observava seu andar, suas feições, seus gestos. A olhava como a saber o que ela pensava, e como a concordar com ela.

Cumprimentaram-se, e conversaram, e como conversaram. Passaram à manha, e a tarde e o inicio da noite a conversar. Caminhavam sozinhos na praia, sob um belo luar. Então ele a pega delicadamente pelo braço, a virando de frente para ele e a beija.

Ela ouve um barulho estranho e abre os olhos. Percebe que aquele era o seu despertador tocando. Olha para as paredes do seu quarto e descobre que aquilo era apenas um sonho. Um sonho bom, dizia ela. Apenas um sonho bom...

samedi, décembre 03, 2005

Um Sonho Ruim...

Ela achava que aquela seria apenas mais uma noite como muitas outras. Um belíssima lua crescente, um céu extremamente limpo e calmo. Estava enganada.

Ela estava deitada no chão. Não podia ainda acreditar no que acabara de acontecer. Sua vida parecia passar como um filme em sua cabeça, quando notou que não estava morta.

Ele corria, impulsionado pela adrenalina e pelo uso de drogas. Estava de posse de algo que não lhe pertencia.

Antes que ela percebesse já estava de pé... pulando... gritando... correndo... desesperando-se...

Pediu ajuda a um motoqueiro que passava, inutilmente. O pobre rapaz, em pânico, acelerou e desapareceu.

Ela continuou... pulando... correndo... gritando... desesperando-se. Queria pensar que aquilo era apenas um sonho ruim. Como poderia uma noite tão bonita terminar daquela forma? Nada mais podia passar na sua cabeça. Um sonho ruím... apenas isso...

Mas não era um sonho. Era realidade. E a realidade finalmente a pegou, e a fez parar, como que se soubesse que de nada mais adiantaria. Restava apenas voltar para sua casa e ter uma falsa sensação de segurança.

Ela ia embora. Ele evaporava-se no matagal próximo. Tão rápido como apareceu, esvaiu-se. Seguiam seus caminhos. Ela, atonita, na sua busca inutil por um sentimento de segurança que não viria. Ele, rumo às drogas e a morte certa.

Anonimato

Essa é a essência do escritor de blog: o anonimato. Somos pessoas como outras quaisquer, tentando escrever textos que serão lidos por algumas poucas pessoas.

No entanto um de nós saltou do anonimato para o estrelato. Falo de minha boa amiga Helana Gurgel Pinho. De fato, devido sua qualidade, saiu do anonimato, sendo alvo de reportagem no jornal "O Povo".

Sempre pensei como seria ter um amigo famoso. Agora já sei como é.

Quero apenas, como um anonimo escritor que sou, fazer esta singela homenagem à uma não mais anonima bloggueira.

dimanche, novembre 27, 2005

Dias chuvosos

Dias chuvosos vão e vem na nossa vida.

As vezes lavam aquilo que é ruim, renovam o espírito e purificam a alma. Estes são os dias em que nos damos aos grossos pingos d'água, como crianças, na esperança de algo novo.

Outras vezes causam enchentes, levando tudo aquilo que nos é caro. Queremos apenas nos abrigar. Procuramos a proteção dos amigos nestas ocasiões. Infelizmente descobrimos que alguns não querem nos fornecer refúgio, outros tem as capas de chuva "furadas". No entanto, como nada pode ser tão ruim que não tenha nada de bom, acabamos por descobrir que temos alguns amigos que entram na chuva conosco, para se molhar, e nos fazer sentir melhor. Se não podem nos oferecer a guarda, por vezes por também não a ter, nos acompanham nos dias negros. Estes são aqueles amigos "guarda-chuva", que devemos guardar próximo, prontos para qualquer tempestade.

samedi, novembre 26, 2005

Momentos Criativos

Estranho como algumas coisas acontecem com a gente...

Quando comecei a escrever aqui neste espaço mal podia esperar outro dia para fazer uma nova contibuição. Vivo de momentos criativos, é verdade, e, se não os colocar no papel em questão de horas, perco completamente o texto e a paciência comigo mesmo. Porém estes momentos criativos costumavam ser mais corriqueiros e, desculpem o trocadilho, criativos...

Acho que sofro o mesmo que uma amiga, que escreve o Je N'aivu Personne, sofreu a um tempo atrás. Chamo isso de síndrome da excessiva auto-cobrança adquirida. Se antes tinha apenas um pequeno blog, com textos de qualidade duvidosa, porém com criatividade de sobra, hoje atingi a qualidade de escrita por mim desejada, escrevo para dois blogs mas tenho metade dos momentos criativos.

Comédias da vida...

vendredi, novembre 18, 2005

Elogios...

Cheguei a uma conclusão: elogios fazem mal ao blogueiro.

Muitas pessoas elogiaram meu post anterior, e agora, ao escrever algo para um novo blog onde também estou contribuindo, o A Passos Largos, não podia me preocupar com outra coisa senão agradar mais ainda os meus leitores, suplantando os meus posts anteriores em qualidade.

Assim, peço aos que leram, que não mais elogiem.

No entanto, ao observar por outro lado, os elogios me fizeram buscar uma qualidade maior, e me deram um novo desafio, o de me superar. Deram-me também uma imensa sensação de bem-estar, de missão bem cumprida.

Assim, pelo aos que leram, que elogiem, sempre que acharem adequado.

lundi, novembre 14, 2005

ponto e vírgula

Alguns dias se assemelham a pontos finais. São estes os dias decisivos da nossa vida, quando as coisas se encaixam em seus devidos lugares ou fazemos as mais importantes decisões.

Outros se assemelham a pontos de exclamação, cheios de emoção, amor, sustos e surpresas, na sua maioria prazerosas.

Há também aqueles dias que parecem pontos de interrogação, onde apenas surgem dúvidas, sejam elas sobre a sua própria vida, o seu futuro ou mesmo a natureza das coisas.

Existem ainda aqueles dias com jeitão de vírgula, onde há um contra-ponto àquilo que antes vinha ocorrendo, tendo, no entanto, intensidade menor que os dias pontos finais.

No entando minha intensão é falar sobre os dias parêntese. Estes são aqueles dias em que nada ocorre de importante. Este dia está lá apenas para passar, ligar a um outro dia, quem sabe um dia ponto final ou ponto de exclamação. São nesses dias em que nos abstraimos da própria existência, para pensar naquilo que transcende, nos perdemos a fazer considerações sobre a própria vida. Nos dias parêntese não nos preocupamos com nada, como fariamos nos pontos de interrogação ou pontos finais. No entanto não somos acometidos pelas emoções das exclamações. Configura-se verdadeiramente no dia mais-ou-menos, dia em que, ao seu termo, se esquece completamente do que nele houve, passando em mente limpa a um novo dia, na esperança que este não seja como outro: um parêntese.

vendredi, novembre 11, 2005

vergonha

Pela primeira vez sinto vergonha de ser cearense. Tenho vergonha de morar num estado regido pelo mais puro coronelismo. Sinto vergonha de minha Assembléia Legislativa, que deixou de ser a casa dos representantes do povo para representar interesses particulares. Tenho vergonha de dizer que aquele que teve 25% dos votos foi nomeado.

A minha vergonha só não sobrepõe a minha fé em acreditar não ser este o episódio final.

Tenho fé na mudança, e tenho fé que um dia poderei deixar de sentir vergonha.

dimanche, novembre 06, 2005

Repensando a amizade

Amigos brigam. Essa é uma realidade que nós parecemos não aceitar. Amigos brigam.

Costumava ter a todos como amigos, até que tivesse motivos para pensar em contrário. Revi meus conceitos. Amigos são realmente poucos. São aqueles que de fato se importam com você o suficiente para brigar e discutir quando acham que estão a fazer o melhor pelo outro.

Amizade de verdade não é aquela em que apenas se concorda, como que para evitar magoar ou por facilitar a aceitação. Amizade verdadeira exige muito mais do que isso. Exige cumplicidade. Exige amor. Exige preocupação. Antes de tudo, exige honestidade. Honestidade para falar aquilo que o amigo precisa ouvir, não necessariamente aquilo que ele quer escutar. Amigo precisa ter a coragem de confrontar o outro com a dura realidade, ainda que as vezes ela machuque, pois só assim, com a ajuda dos nossos amigos, a enfrentaremos.

Desta forma, só resta uma recomendação àqueles que tem amigos e que se consideram amigos de alguém: briguem!

mercredi, octobre 26, 2005

Quem irá defender os defensores?

O Governo do Estado do Ceará parece desconhecer os princípios basilares do Estado Democrático de Direito.

A sociedade cearense vem acompanhando pela mídia os últimos acontecimentos concernentes à Defensoria Pública. Nos é noticiado que o governador nomeou para o cargo de Defensor Público Geral candidato que obteve vinte e cinco por cento dos votos, em detrimento daquele que obteve setenta e cinco por cento.

Como é de se observar, ao invés de lista tríplice, há aqui uma lista dúplice, pois apenas dois candidatos concorreram no pleito, e o voto em um implica em rejeição ao outro. Isso faz com que o nomeado pelo governo não apenas seja aquele que obteve um quarto dos votos de seus pares, mas aquele que foi rejeitado por três quartos.

Devemos nos lembrar que a Defensoria Pública, segundo o artigo 134 da Constituição Federal de 1988 é instituição essencial à função jurisdicional do Estado, e que está incubida da defesa, em todos os graus, dos necessitados. Devemos também lembrar que oitenta e cinco por cento da população do nosso estado não tem condições de constituir advogado particular, dependendo, assim, do defensor público. Se a situação criada pelo Governador já era por demais absurda, à luz destes números, se torna intolerável.

Tal atitude não condiz com o Estado Democrático de Direito em que vivemos, que tem como base os princípios fundamentais, dentre eles o da proporcionalidade, que limita o poder discricionário do administrador público. Ao praticar tal ato, o Governo do Estado do Ceará escolhe por não cumprir a principiologia basilar da nossa Carta Magna.

Todos os dias os defensores acampam em frente à Assembléia Legislativa, na busca de conseguir aquilo pelo que lutam diuturnamente nos fóruns e juizados: justiça. Por este ato do governo estadual, vê-se ferida não apenas a candidatura do Dr. Renan Cajazeiras ou o projeto de Defensoria Pública aclamado por imensa maioria dos defensores. O que na verdade vê-se ferido é a própria instituição, que tem desrespeitado o direito de ter o líder e o projeto de gestão o qual escolheram por ampla maioria.

Assim, esperamos que a Assembléia Legislativa, exercendo sua verdadeira função de representantes do povo, rejeite a nomeação do Governador, e venha a defender e lutar por aqueles que fazem de seu trabalho e sua vida a defesa do homem pobre, pois se a Defensoria Pública existe para defender os mais necessitados, quem irá defender os defensores?

dimanche, octobre 16, 2005

Sensibilidade...

Todas as mulheres dizem gostar mais de homens sensíveis. Cheguei a conclusão que apenas dizem.

Sou um homem sensível, e sinto que isso não agrada muito a pessoa que amo. Tal sensação me leva mais próximo da loucura a cada dia.

Não quero mudar, mas não quero ser o mesmo. E agora o que faço?

mardi, octobre 11, 2005

La culture du Brésil...

C'est incroyable combien notre pays ne donne pas la valeur légitime à notre propre culture.

Nous avons une de la plus belle langue sur le monde, mais pour sembler intelligent, nous devons utiliser des expressions étrangères. Ce genre de langue a être utilisé même par ce blog!!!! N'est pas ce bizarre? Si vous parlez le portuguese comme Prof. Pasquale, vous n'êtes rien. Donc vous pouvez être intelligent vous avez besoin d'être parlez anglais, allemand et même français.

Nous avons de grands acteurs et des actrices, mais nos gens n'aiment pas notre propre cinéma. S'il y a en même temps un film de l'american et un film du bresilian aux cinémas, probablement les bresilians ne sauraient pas même au sujet de notre film.

Et maintenant même la nature tourne l'american. Maintenant nous avons des tornades et des tremblements de terre. C'est comme notre patrie jalousie les désastres naturels d'autres.

Les bresilians veulent juste être comme les étrangers.

Comédies de la vie.

lundi, octobre 10, 2005

Différence...

Nous sommes si différents...